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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Momento Caetano

Quem nunca foi fã de Caetano Veloso que atire a primeira pedra. E, quem circula no eixo Rio-São Paulo-Salvador e nunca cruzou com ele, que atire outras pedras. Caetano
está sempre por aí desfilando simpatia. Como homenagem ao homem-capa desta edição, resolvemos desencalhar momentos inesquecíveis que fãs já viveram com ele
.


“Hoje eu vi o Caetano e ele falou comigo.” Ter algum momento inesquecível com o compositor, capa desta revista, é privilégio de alguns. Sim. Não é raro um fã que circula no eixo Rio-São Paulo-Salvador deparar com um ato de simpatia de Caetano dirigido à sua pessoa (para surpresa da “vítima”). Caetano, como você leu na entrevista publicada aqui, gosta de sair, é simpático e fala com todo mundo. A surpresa fica mesmo para os fãs, que não esquecem jamais do “dia em que Caetano falou comigo”. Leia abaixo depoimentos de pessoas que viveram os seus “momentos Caetano”.

“Fui tocar em uma festa como DJ e o Caetano estava lá. Um amigo foi me apresentar para ele e, claro, eu fiquei supernervoso, afinal, ele é o Caetano. Ele me agradeceu pela música e. BEIJOU A MINHA MÃO! Fiquei muito surpreso. Nunca vou esquecer esse dia.” (LUCA LAURI, DJ)


“Quando era adolescente a mãe de uma amiga era amiga do Caetano. A gente passou em um almoço onde ele estava. Depois que fomos embora, ele comentou que eu tinha uma ‘beleza paulistana’. Fiquei sabendo e achei o máximo. Eu era fã dele e pensava: ‘Será que ele vai fazer uma música chamada ‘Beleza Paulistana’ pra mim?’.” (MILENA GALLI, DIRETORA DE ARTE DA TPM)


“Trabalhei em uma foto com Caetano. E não é que eu namorava uma amiga dele para quem já havia feito uma música? Um amigo contou para o Caetano e ele passou todo o editorial dizendo: ‘Já fiz uma música para a namorada dela’. Que vergonha!” (LU LIMA, STYLIST)


“Sou muito fã do Caetano. Tenho uma foto dele na minha geladeira. Já roubei um pedaço de cenário de uma apresentação dele e vi o show Doces Bárbaros quatro vezes. Uma vez a Vogue fez uma edição especial Caetano. E quem vestia ele? Eu! Acreditem: fui à casa dele na Ondina, em Salvador, e em Santo Amaro da Purificação, na casa de dona Canô! Eu lá, meu bem! No editorial, ele foi vestido com várias camisas amarradas pelo corpo e eu que as colocava. Morri. Sou fã dele até hoje. Entro em seu blog todo dia.” (PAULO MARTINEZ, STYLIST)

Fonte

sábado, 25 de abril de 2009

Qual é a música? Descobrimos também um vibrador que funciona conforme o ritmo da playlist do seu mp3

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Deu Rock! - Um quarteto que vai da atriz Fernanda Freitas à mulher que cantou com os Beatles

Da atriz que é mais que um rosto bonito na novela das seis à mulher que dividiu um microfone com John Lennon, quatro cariocas e seus segredos

Fernanda trabalha com.

A atriz Fernanda Freitas já fez coisas tão díspares como trabalhar com a Xuxa e atuar em Tropa de Elite. Tem 28 anos e alcançou seus objetivos muito antes de ser atriz de novela das seis (no caso, Negócio da China). A utopia de infância aconteceu em 2000, quando se tornou assistente de palco no Planeta Xuxa. A bailarina dentro de Fernanda falou mais alto, e ela trocou a faculdade de psicologia em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, para se tornar uma das Garotas do Zodíaco do programa. Hoje, com um curso profissionalizante de atuação nas costas, não precisa mais dividir apê com as colegas Sagitário e Escorpião. Depois de novelas e longas (ela também fez Cidade Baixa), viu outro sonho acontecer em 2007: “Estreei no teatro!”. Foi na peça Ensina-me a Viver, em que conheceu o parceiro de futuros trabalhos, o ator Arlindo Lopes. Menina sonhadora, ela quer mais: “Ainda vou correr o mundo!”.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Ashley Tisdale provoca ex-namorados em clipe de "It's Alright, It's Ok"


















Atriz de "High School Musical" dá mais impulso à carreira como cantora e estreia o clipe de nova música de trabalho, "It's Alright, It's Ok".

A CAPRICHO já havia mostrado a nova música da Ashley Tisdale, lembram? O single, que fala sobre o fim de um namoro, estreiou na semana passada e já estava bombando na internet. Agora, a Sharpay de "High School Musical", aparece toda poderosa em seu mais novo clipe.

Para provar que a mágoa com o fim do namoro já é passado, a cantora se joga nos braços de caras mega gatinhos, tira várias fotos com eles e deixa a máquina no apartamento do ex para ele ver o quanto ela anda se divertindo. Assista:


IT'S ALRIGHT, IT'S OK official music video


Na vida real, Ashley Tisdale acabou recentemente o romance com o dançarino Jared Murillo. Apesar disso, a cantora já anda feliz da vida com o novo namorado, o diretor Scott Speer.

O álbum "Guilty Pleasure", segundo de Ash, será lançado no dia 16 de junho, nos Estados Unidos. O CD ainda não tem previsão de chega ao Brasil.

Fonte: Capricho

A febre de Tiê - Realizada com seu primeiro disco, a cantora Tiê anda na contramão das novas musas da MPB

Santiago, 15 de janeiro de 2006. Passava das dez da noite e lá fora as ruas da capital chilena eram tomadas pelas come­morações da primeira mulher eleita presidente do país. En­quanto Michelle Bachelet discursava, numa casa de shows no cen­­tro da cidade Tiê ia perdendo a voz. Ardia em febre. Qua­ren­ta graus. Seu corpo era tomado por uma dormência que cerrava os olhos e desafinava as notas. Ela abandonou o palco antes do bis. Para só voltar dois anos depois.

A brasileira embarcou para seu país deixando o compositor To­­quinho sem voz de apoio. Era o segundo ano que Tiê o acom­­pa­nhava em turnê. Estava feliz. Fazia duas entradas solo durante os shows e era a primeira vez que ganhava um fixo. Motivara-se, enfim, a virar cantora. Mas a febre não passava. Um, dois, três dias. Duas semanas. Consultas, exames, incertezas. “Foi uma por­rada ouvir, aos 26 anos, que podia morrer”, lembra ela. “Não saber o que ia acontecer, bem no momento em que pensava se minha carreira daria certo.” A tomografia apontou um tumor no pulmão.

“É ruim falar de doença”, preocupa-se. “Mas foi um processo incrível. Depois de tudo isso comecei a compor.” Tiê foi submetida a uma cirurgia de emergência quando não tinha mais força nem para comer. “Estava verde”, conta. O tumor era benigno e o diagnóstico, um possível lúpus – doença autoimune. “A conclusão é que tenho um sistema imunológico fraco.” Por isso, brinca que não seria uma cantora junkie: “Não pos­so encher a cara, eu mesma pre­paro minha comida e nado 2 mil me­tros todo dia”, lista ela, que le­vou seis meses para se recuperar.
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LADO OPOSTO
Durante o mergulho involuntário pra dentro de si, Tiê gerou seu disco de estreia, Sweet Jardim. As letras, confessionais, são acompanhadas por uma batida folk. A faixa “Chá-verde” remete à época do tratamento, quando ingeria litros da bebida, indicada pe­lo acupunturista chinês. “Era estressada e insegura. Aprendi a ter paciência e comecei a gostar do que compunha. Se aquilo fosse verdade pra mim, alguém no mundo ia gos­tar”, revela.


Antes de perceber a vocação para compor, Tiê, além de cantar sambas antigos na banda de Toquinho, “toda comportada”, também subia no palco do clube Vegas com o projeto Cabaret, em par­ceria com o produtor Dudu Tsuda – te­cla­dista do Pato Fu e integrante da banda Trash Pour 4. Se­manalmente, a dupla animava a casa com performances: “Eu cantava de maiô e cartola, de cinta-liga”. Por mais que se divertisse na noite e visse a car­reira se profissionalizar com Toquinho, ela queria trilhar seu caminho. Hoje, conclui: “Todos os personagens que criei eram para me proteger de alguma coisa. Esse dis­co é o oposto disso, é o íntimo do íntimo”. Entre as intimidades está “Passa­ri­nho”, na qual re­vela o porquê de seu nome. Na letra, confessa que “já quis ser Maria”.

Tiê, que “nasceu com nome artís­ti­co”, foi criada no bairro paulistano de Per­di­zes e por pouco não cresceu em meio aos ín­dios. Isso caso sua mãe tivesse da­do à luz no Parque Indígena do Xingu, no Ma­to Gros­­­­so. Antes de saber da gra­vi­dez, o pai optou por largar o consultório de odon­to­logia pa­ra viver entre os índios. Mas a mãe decidiu: não teria a filha no meio do mato. Foi assim que ela nasceu longe do pai, e só conheceu o meio-irmão mais novo, “ca­çador e pescador”, na úni­ca visita aos dois, aos 19 anos. Mais tarde, do segun­do casamento da mãe, Tiê ganhou outro irmão, Gianni Dias, tam­bém músico.

Foi grudada na mãe e na avó, a atriz Vi­da Alves – protagonista do primeiro bei­­­­­jo da TV brasileira –, que cresceu. Aos 12 anos, para ajudar nas contas, entrou na Ford Models. Estampou capas de Ca­pri­cho, Que­rida, fez comerciais e passou duas tem­po­radas no Japão. Na volta da viagem, aos 15, cansou: “Me deu um fastio, achei tu­­­do um saco”. Fator decisivo foi a apa­rição de man­­chas brancas no rosto por cau­­sa do vitili­go (doença de fundo emo­cio­­nal que ini­be a pig­mentação da pele), atribuído à rela­ção delicada com o pai. Ho­je, aos 29, as man­­chas são imper­cep­tíveis. “Assumi que não gosto de praia. Ia pra Ilhabela, enchia a ca­ra de Hipo­glós, en­rolava um lenço na ca­­beça, parecia uma Madonna louca”, diverte-se.

A opção pelos palcos aconteceu quando a elegeram melhor cantora do Fico (Fes­tival Interno do Colégio Objetivo), em 1997. Foram, então, anos de aulas de canto, mes­cladas com o curso de relações públicas na Faap, uma temporada em Nova York produzindo o BrasilFest (festival de música bra­­sileira idealizado por Nelson Mot­ta) e cantando em bares. “Essa época era so­fri­da, não sabia cantar, nada me sa­tis­fazia”, de­sabafa. Já no Brasil, reencontrou um caso antigo e, aos 21 anos, se casou – na igreja – com o músico Diogo Po­ças. Se­pa­ra­ram-se em três anos, na época em que, com duas amigas, Tiê tocava o Café Bre­chó, um bar-loja em Perdizes.

Mas a cantora só foi se sentir cantora um ano atrás, quando, recuperada, caiu no Studio SP, casa de shows paulistana que vem se tornando uma vitrine de novos ar­tistas. Tiê tinha um EP com quatro can­ções e nenhum direcionamento. “O show era um desastre. Cantava algumas mú­si­cas, du­­blava outras, trocava de roupa em cena, sol­tava perfume de alecrim, um circo”, la­menta. Um dos sócios da casa, Alê Yous­sef, alertou: “Você precisa ensaiar a banda, ter um bom produtor e, só depois disso, fazer o que quiser. Você é compositora, va­loriza isso”. Tiê ouviu o conselho e, depois de três meses, entrou em estúdio e gravou Sweet Jardim, produzido por Plínio Profeta e patrocinado pelo Levis’ Music – projeto que apoia artistas estreantes. “O disco tem peque­nos erros. Mas prefiro assim em vez de uma coisa plastificada.”

São Paulo, 4 de março de 2009. Pas­sa­va das dez da noite e a casa estava lotada. Fi­la na porta. Apre­sentação de estreia de Sweet Jardim. Tiê não se abala com o zun- zunzum de quem estava ali só pela noitada. Era a primeira vez que subia no palco com repertório afinado e com a certeza de que tinha dado certo. No fim do show, sob aplausos – e depois do bis –, ela aban­­dona os palcos. Para sempre voltar.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Ópera peso leve

Ela já fez backing vocal para Marcelo D2, deu aulas de canto na favela do Vidigal e é um dos grandes nomes da música erudita no Brasil. Conheça Gabriela Geluda, a carioca que canta a ópera de seu tempo

Ela já fez backing vocal para Marcelo D2, deu aulas de canto na favela do Vidigal e é um dos grandes nomes da música erudita no Brasil. Conheça Gabriela Geluda, a carioca que canta a ópera de seu tempo

Paulina Milsztajn pariu sua terceira filha e ficou muda por um mês. Aos 23 anos, a médica e cantora de coral tinha uma voz aguda e límpida, uma coisa meio Julie Andrews, estrela do filme A Noviça Rebelde. Por causa de uma complicação na cesariana, ela precisou ser entubada e ganhou um nódulo nas cordas vocais. Quando sua voz soou novamente, o timbre era outro: “Estava mais para Maria Bethânia do que para a freirinha austríaca”, conta.

Da mãe que mudou de voz nasceu Gabriela Geluda, a menina que hoje é uma das maiores representantes do canto lírico no Brasil. Por ironia do destino, ela não conheceu a voz com que a mãe cantava e encantava: a de soprano, tal como a dela. Aos 35 anos, já tendo passado do popular ao erudito, a carioca canta e interpreta as óperas contemporâneas da compositora brasileira, Jocy de Oliveira, de 77 anos.

Pós-graduada em música antiga pela Guildhall School of Music & Drama, em Londres, Gabriela foge do estereótipo da cantora de ópera sisuda. É que o trabalho de Jocy, por usar elementos incomuns nas óperas tradicionais, acaba virando um espetáculo multimídia. E a cantora também não é lá muito comum para o meio em que vive. Com um longo caminho na música popular, nos últimos tempos ela se dedica por inteiro ao canto lírico.

A loira que canta e interpreta Medéia – a personagem grega que matou os próprios filhos – não só fez backing vocal no acústico de Marcelo D2 (2004), como viajou meio mundo, incluindo Sérvia e Paquistão, soltando a voz ao lado de DJs consagrados. Em 2006, lançou, com o ex-marido, o baixista Mauro Berman (ex-Planet Hemp), o CD Demoacustico, pela conceituada gravadora londrina Far Out (a mesma de Marcos Valle e Azymuth). E, assim que voltou ao Brasil, Gabriela deu aulas de canto na ONG carioca Nós do Morro, na favela do Vidigal.

Fonte: TPM

 
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