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sexta-feira, 5 de junho de 2009

O Ovo é brasileiro - Deborah Colker é a primeira brasileira a dirigir um espetáculo do Cirque du Soleil

A primeira mulher a dirigir um espetáculo do Cirque du Soleil é brasileira e se chama Deborah Colker. Há 15 anos tocando sua Companhia e com a direção de nove espetáculos no currículo, Deborah faz o Ovo nascer este mês, em Montreal

Deborah Colker está rouca. Nos últimos dois anos, a coreógrafa e bailarina tem berrado com artistas vindos de diferentes partes do mundo. A brasileira foi convidada para dirigir um espetáculo do grupo Cirque du Soleil – justamente na comemoração de seus 25 anos. Primeira mulher a assumir esse cargo, são 53 pessoas na arena prontas para ouvir suas instruções.

A carioca levou para o Canadá a assistente Jacqueline Motta, o produtor musical Berna Ceppas e o cenógrafo Gringo Cardia – parceiros de trabalho na Companhia Deborah Colker, no Brasil. Como no mais recente espetáculo, Cruel.

Com estreia marcada para maio, em Montreal, Ovo não tem previsão de chegar ao Brasil. Do Canadá, e já com passagem marcada para a Alemanha – onde Cruel estreia mais uma temporada –, Deborah conversou com a Tpm por telefone.


Tpm. Por que você está rouca?

Deborah Colker. Porque estou exausta! Tem 53 pessoas no palco, 9 músicos e 44 artistas. Acrobatas do mundo inteiro. É claro que falo no microfone, mas é emoção, cansaço, tudo misturado. Tem artista russo, chinês, japonês, inglês, canadense, francês, suíço e um brasileiro. São sete línguas. Temos um tradutor pra cada língua. Inclusive para o português. Não dá nem tempo de falar português com o brasileiro.

O que tem de Deborah e o que tem de Cirque nesse espetáculo?

É um show que está comemorando 25 anos, com 20 espetáculos que são sucesso no mundo inteiro. Então, eles têm uma série de regras. Alguns formatos consegui quebrar ou mexer. Outros respeitei, e é bom respeitar. São duas assinaturas fortes. A minha movimentação é muito diferente da movimentação do Cirque. No meu espetáculo, Ovo, só quis ter acrobatas, não usei nenhum bailarino. Fiz todos eles se movimentarem, dançarem. As pessoas que conhecem a Companhia olham os detalhes e falam: “Vejo todos os seus espetáculos aqui”.

Você não dançou em Cruel justamente porque estava trabalhando no Cirque. Como foi, pela primeira vez, não dançar num espetáculo dirigido por você?

Conseguiu coordenar as duas peças ao mesmo tempo? Ano passado já estava envolvida com o Cirque. Fui e voltei do Canadá 12 vezes em um ano. Foi cruel. Acho que botei esse nome no espetáculo porque foi tão cruel pra mim parar de dançar, não estar no palco. Sofri, mas ao mesmo tempo nem tive tempo de pensar. Consegui passar três meses totalmente no Brasil. Subi na presidência do Cirque e falei: “Estou fazendo esse trabalho [Cruel] há dois anos, vocês entraram no meio desse caminho. Estou no fim desse processo, preciso mergulhar dentro desse universo, preciso estar ali”. O Gilles Ste-Croix , vice-presidente do Cirque, foi até a equipe e disse: “A Deborah Colker tem que estrear seu espetáculo. Não é bom que uma diretora do Cirque, a primeira mulher, faça um espetáculo ruim. Cruel tem que ser um sucesso!”.


Você conseguiu levar sua equipe brasileira para o Cirque?

Foi uma briga danada trazer minha equipe. “Gente, preciso dos meus assistentes aqui!” Estão comigo o Berna Ceppas, da música, o Gringo Cardia, do cenário, e a Jacqueline Motta, minha assistente na dança. O Ulisses Cruz, da dramaturgia, esteve aqui durante um mês. Exigi desde o início que eles estivessem comigo. Meu apelido no Cirque é “the fighter”, a briguenta. Briguei muito para conseguir as coisas. Tenho meu trabalho, tenho a Companhia há 15 anos, nove espetáculos com a minha assinatura. Então, se é pra me trazer, é da maneira que eu trabalho e penso.


Qual a idade média dos artistas?

A maioria tem de 20 a 25 anos. Uma das grandes estrelas desse espetáculo é um menino de 17 anos que eu adoro. Os caras que estão na parede de escalada tem 20, 22 anos. Não é fácil. Tem apresentação de terça a domingo, sendo dois shows às quintas e aos sábados com duas horas cada. Um total de nove shows por semana. Os clowns [palhaços] são mais velhos, têm de 30 a 50 anos.

E onde o ovo está no enredo do espetáculo?

É a história de um estrangeiro, uma mosca, que chega com um ovo numa comunidade de insetos. A comunidade fica enlouquecida com os sons que o ovo faz, com esse tesouro que chegou. E esse inseto se apaixona por uma joaninha grandona. Na verdade, uma negona americana de Nova York, uma clown. Ela estava esperando por esse amor, esperando que algo acontecesse na vida dela.

E o frio canadense, como está?

Agora está maravilhoso, três graus. Normalmente são 25 abaixo de zero. É barra-pesada!

Fonte

terça-feira, 21 de abril de 2009

BALADAS Casas Noturnas Terça-Feira


Armazém da Vila

R. Beira Rio, 116 - Vila Olímpia - São Paulo - SP

Tel: (11) 3845-9192 /



Faixa de Preço: até R$ 35
Cartões: Visa |Mastercard
Horário: De ter a sáb a partir das 21h.
Idade Mínima: 18
Faixa Etária: de 22 a 25
Lotação: 2500
Gênero: Axé/Pagode&Cia.
Site: Site Oficial
Cobertura Oficial: veja as fotos
Veja o mapa no Google Maps

Resenha

Casa de shows lozalizada na Vila Olimpia, com capacidade para mais de 2500 pessoas. O Armazém da Vila tem dois palcos e pistas cobertos, que podem ser usados para eventos corporativos e apresentações ao vivo. O grande destaque da casa é a cúpula que cobre esses dois ambientes. Ela pode ser aberta até 180°, permitindo a realização de shows ao ar livre.
A balada também tem três camarotes VIPs com capacidade para 300 pessoas, três bares independentes e um restaurante que serve carnes e massas. A casa atrai os bem nascidos da cidade. As apresentações incluem shows de samba, pagode, funk, forró e música eletrônica.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

BALADAS Casas Noturnas


Berlin

R. Cônego V. Miguel Marino, 85 - Barra Funda - São Paulo - SP

Tel: (11) 3392-4594 /


Informações Complementares

Faixa de Preço: até R$ 15
Cartões: Visa |Mastercard |Credicard |Dinners
Horário: Ter das 21h às 4h. Qui a Sab, à partir das 23h.
Idade Mínima: 18
Faixa Etária: de 25 a 30
Lotação: 250
Gênero: Dance/Disco/Pop
Site: http://www.clubeberlin.com.br/
Veja o mapa no Google Maps

Resenha

O Berlin funciona como um bar, galeria e clube underground, com shows e discotecagem. O ambiente tem decoração psicodélica e é frequentado por um público moderno, que curte o circuito alternativo. A casa abre mais cedo às terças, com bandas novas de jazz e grooves. Nas quintas, a festa Criolina investe no melhor da música forte escura (de samba a hip-hop, do funk à música balcânica). Nas sextas, os DJs selecionam o melhor da vanguarda inteligente na festa La Noche Cool. Já aos sábados, bastante soul e rock dos anos 50 a 80, além das apresentações ao vivo.

No Divã


Uma mulher procura um psicanalista sem saber por quê. Após três anos em cartaz, a peça Divã vira filme. Estrela da peça e do longa, a atriz Lilia Cabral escreve sobre a transição dos palcos para as telas de cinema

Quando li o livro Divã, de Martha Medeiros, logo percebi seu poten­cial para um espetáculo. Jamais pensei que seria o sucesso que foi. O re­conhecimento do público veio rápido e o da crítica especializada tam­bém. Um dia, um desses críticos me disse que eu deveria mostrar um ou­tro lado meu, um lado mais dramático, mais intenso. Que se eu pro­duzis­se um clássico o público teria a oportunidade de ver uma atriz completa. Nesse meio tempo fil­mei Divã. Continuava, sempre que podia, pensando qual clássico produziria. A primeira cópia do longa ficou pronta e lá fui eu assistir na sala de edição. Quando o filme acabou eu estava aos prantos, assim como todos que assistiram. É um filme simples, contando a vida de uma mulher comum e feliz. O drama e a co­média andam juntos – tris­tes e felizes – e, num só dia, pas­samos por tantos sentimentos que fica di­fícil qualificar a di­men­são. Estou muito feliz com o Divã, mas nada im­pede que ama­nhã me chamem pra fazer um filme que eu fique com a ca­beça en­terrada na areia, feliz da vida também. A gente escolhe, a vida te leva, e os conselhos a gente esquece.

Fonte: TPM

 
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