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domingo, 19 de setembro de 2010

Musical "Léo e Bia" conta história de amor e sonhos em tempo de ditadura


Famoso compositor e cantor, Oswaldo Montenegro estreia na direção de cinema com o musical “Léo e Bia”, baseado numa peça homônima que ele montou em meados da década de 1980. A história se passa no começo dos anos de 1970, quando a censura interferia em qualquer obra de arte que fosse minimamente ousada, ou fora dos padrões, e retrata um grupo de jovens de Brasília, que só quer ser feliz e fazer – sem qualquer pretensão de mudar o mundo. O filme entra em cartaz nessa sexta-feira, em São Paulo.

Léo (Emílio Dantas) é jovem, criativo e diretor de um pequeno grupo de teatro experimental. Apaixonado por Bia (Fernanda Nobre), atriz de sua trupe, mas tem uma relação bastante próxima com sua melhor amiga, Marina (Paloma Duarte, que também assina a produção do filme e foi premiada no Cine PE, em abril passado).

Numa época de utopias, Léo, Bia e seus amigos sonham em ser felizes e fazer do mundo um lugar mais alegre – mas, o peso do tempo em que vivem entra no caminho. A mãe de Bia (Françoise Fourton), atriz frustrada, manipula a filha emocionalmente fazendo chantagem com a sua solidão. A garota se sente no dever de cuidar da mãe, e isso se põe entre ela, o teatro e seu namorado.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Cinema agridoce - Diretora Nadine Labakin fala de "Caramelo", filme que conta as angústias de cinco mulheres


A história de cinco mulheres que dividem no salão de beleza tudo o que acontece em suas vidas - traições, homossexualismo, inseguranças femininas - fez do filme libanês Caramelo, que estreia hoje no circuito alternativo de cinemas de São Paulo, um sucesso de crítica no mundo todo. "Não esperava, é um pequeno filme libanês com atrizes desconhecidas!", conta Nadine Labakin, a diretora e roteirista. Depois de dirigir vídeoclipes, a libanesa resolveu se aventurar em longa-metragens. "É o que pretendo fazer daqui pra frente" contou, por telefone, ao site da Tpm, em um bate-papo em que também falou sobre beleza, política e a experiência de dirgir atrizes amadoras.

Você filmou com mulheres que não são atrizes. Por quê? Como foi o processo de escolha e direção dessas mulheres?

Eu escolhi trabalhar com mulheres que não fossem atrizes,porque acho que mulheres comuns podem ser tão interessantes quanto atrizes. Escolhi cada uma por sua personalidade. O casting durou bastante tempo, quase um ano, e tive a ajuda de muitas pessoas já no processo de filmar. Claro que fazer a direção de pessoas que não estão acostumadas a atuar foi mais complicado, elas não têm a disciplina de um ator. Tive que encontrar um jeito próprio de falar com cada uma, uma técnica diferente para filmar cada uma.

O que te fez escolher um salão de beleza como o ponto de encontro das mulheres do filme?


Bom, existem muitos motivos. Acho que salões de beleza são lugares muito importante para mulheres, na época em que vivemos, porque existe essa procura muito forte por uma beleza jovem e eterna. Então é um lugar que carrega esperança. Você vai e espera sair mais bonita, mais confiante. Também existe uma relação de confiança entre você e sua cabeleireira, ou maquiadora, ou depiladora, às vezes você conta segredos que não contaria para mais ninguém. E também, porque é um lugar um pouco fascinante para os homens, eles não sabem o que acontece ali, ficam curiosos.

O Líbano passou por muitas guerras civis, mas você optou por não falar diretamente sobre política.

É, acho que evitei esse tópico, mas evitá-lo também foi um ato político. Primeiro, porque vivi a guerra por muito tempo. Então, queria falar sobre outras coisas, achei que seria mais interessante mostrar um outro lado do Líbano, que as pessoas e a mídia não conhecem. Não sei se tenho algo a acrescentar sobre a guerra. Ainda assim, acho que a política está em todo o filme, mesmo que ninguém fale diretamente sobre ela.

Caramelo foi o candidato libanês para a pré-seleção do Oscar e recebeu críticas positivas por todo o mundo. Você esperava esse sucesso?

Eu fiquei muito feliz porque as críticas foram realmente boas. Ele estreou em Cannes [em 2007], teve uma boa recepção em todos os festivais que exibimos, deixou os libaneses muito orgulhos. Mas é claro que eu não esperava, é um pequeno filme libanês com atrizes que não são conhecidas, não achei que fosse fazer sucesso. Para mim, é praticamente um milagre, me sinto em um conto-de-fadas.

Você começou fazendo vídeo clipes. Como foi essa experiência?

Fazer vídeo clipes foi algo muito especial e diferente. Eu fazia muitas experimentações, tentava muitas ideias. Foi uma boa maneira de aprender técnicas. Mas fazer filmes é algo muito maior, é o que pretendo fazer daqui pra frente.

Já tem novos projetos para filmar?


Sim, estou começando a escrever um roteiro, mas ainda está em fase inicial. Não sei sobre o que vou falar, que direção tomar. Existem muitas coisas interessantes das quais gostaria de falar, então não penso em fazer outros roteiros falando sobre a história de mulheres, como esse, por exemplo.

E depois de filmar um salão de beleza, qual você acha que é o segredo para se sentir bonita?


Ser feliz, sempre!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Donkey Xote - Sempre avante, covardes!


Sinopse:

Se tornar um herói é uma barra quando um burro tem que ser um cavalo, um galo um segurança e um louco um cavaleiro de verdade. Mas tudo é possível e a aventura começa aqui!

Cansado da pacata vida que todos parecem levar em La Mancha, Rucio não hesita nem um segundo quando surge a oportunidade de viver uma grande aventura: O Cavaleiro da Meia-Lua desafiou Dom Quixote para um duelo sem precedentes! Agora só falta convencer Rocinante, um cavalo muito folgado que prefere muita sombra e água fresca a sair galopando pelas planices de Castela. Mas esses aventureiros vão enfrentar muitos perigos nessa jornada, principalmente o misterioso cavaleiro Sinister.

Trailer:


Recém-Chegada / Ela é uma executiva a caminho do topo. Mas sua carreira a levará muito além do que ela esperava.


Sinopse

Lucy Hill (Renée Zellweger) é uma poderosa e ambiciosa executiva, apaixonada pelo estilo de vida que leva em Miami - roupas, sapatos, carros e belos homens. Quando surge a chance de reestruturar uma fabrica, no meio do nada, no gélido estado de Minnesota, Lucy vê a chance de uma promoção e aceita num estalar de dedos. Mas, o que seria apenas mais um trabalho se transforma numa tremenda roubada. Com seu modo de vida arrogante, a recém-chegada executiva, enfrentará situações hilárias ao ser recebida com frieza pela população da pequena cidade e em especial pelo bonitão e sindicalista Ted (Harry Connick, Jr.)

Trailer

terça-feira, 21 de abril de 2009

O cinema e a moda - O casamento entre as indústrias do cinema e da moda é um sucesso

Está aí um assunto que dá muito pano para manga: a moda e o cinema. Você já parou para pensar em quanto o "casamento" entre estas duas indústrias dá super certo? Uma maneira simples de perceber isso é quando você acaba de assistir a um filme: "Ai que vestido vermelho lindo que a Julia Roberts usou em Uma Linda Mulher", "Que fantástica e louca a roupa da Jane Fonda em Barbarella!" ou, hoje em dia, "A Scarlett Johanson está usando calça jeans semi-baggy no Ele Não Está Tão a Fim de Você". E a lista é interminável.

Este fascínio que o figurino de cinema exerce (principalmente Hollywood, mas também os europeus, os asiáticos e, claro, os nossos brasileiros) começou nos primórdios da invenção do próprio cinema, lá pela década de 1910, quando as roupas, cabelos e maquiagens dos astros eram copiados mundo afora, contribuindo para que aumentasse o consumo de produtos de moda. Quem eram os responsáveis por este desejo louco de ficar parecido com o astro preferido? Os muitos estilistas que rumaram a Hollywood à procura de emprego na indústria cinematográfica que crescia horrores. Foram eles que começaram a transmitir o que era moda, o que todos queriam usar, comprar e, claro, copiar muito! A cópia era feita através de diversas revistas que surgiram na época e mostravam o que as atrizes usavam.

Na década de 1930, o cinema e a moda alcançaram o ápice do "relacionamento", quando as atrizes foram transformadas em "deusas e divas intocáveis". Transformadas não, literalmente moldadas para serem a perfeição Hollywodiana. E foram várias as copiadas: Greta Garbo, Jean Harlow, Joan Crawford, Bette Davis, Marlene Dietrich, Katharine Hepburn, Marlene Dietrich. Pergunte à sua avó.



O negócio foi ficando cada vez mais sério. Hollywood começou a se antecipar nas tendências antes dos próprios estilistas que acabavam reproduzindo estas roupas da telona em materiais mais baratos e de forma mais usável também para as lojas de departamento. Foi nesta época que os estúdios começaram a promover o talento destes estilistas que trabalhavam para eles fazendo com que a moda fosse ainda mais reforçada.

Na década de 1950, mais estilos apareceram. Agora não somente tínhamos as divas glamorosas, mas as curvilíneas Marilyn Monroe, Gina Lollobrigida, Elizabeth Taylor e Ava Gardner, que usavam muita cintura marcada e decotes generosos. As chiques também tinham vez, de pérolas, twin-set, calça cigarrete e o clássico vestido preto, representadas por Grace Kelly e Audrey Hepburn. E claro, os rebeldes e seus jeans e casacos de couro, como James Dean e Marlon Brandon.

Nas décadas seguintes, o ritmo acelerou, os jovens reinavam absoluto e assim as milhares de tribos começaram a ser retratadas pelas telas de cinema. Cada vez mais ficava nítido que o figurino de cinema criava e continua criando ícones da moda que vão ficar nas nossas lembranças. Detalhe: para mim, o casaquinho de moleton vermelho do garotinho fofo do filme E.T. é um must-have até hoje. Bom, cada uma com a sua memória!

Créditos: Msn Mulher

Barulhinho bom -De um jovem trompetista a uma das fundadoras da Conspiração


REGINA É MÃE DE> > >

Aos 55 anos, ela ainda fica encabulada quando posa para foto e admite que cho­ra quase todo dia – “às vezes só para sair toda chorada”. Esta é Regina Casé: atriz cofundadora da trupe de teatro As­drúbal Trou­xe o Trombone, na década 70. A mesma que ficou famosa sen­­do “ela mesma” em programas como Mu­vuca e quadros como “Minha Periferia”, no Fantástico. Espe­cia­lista em ficar à vontade na casa alheia, ela estreia es­te mês um novo quadro global e sente falta de andar de ôni­bus. “Às vezes entro só para zoar”, diz Regina, que sempre almoça com a filha.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

No Divã


Uma mulher procura um psicanalista sem saber por quê. Após três anos em cartaz, a peça Divã vira filme. Estrela da peça e do longa, a atriz Lilia Cabral escreve sobre a transição dos palcos para as telas de cinema

Quando li o livro Divã, de Martha Medeiros, logo percebi seu poten­cial para um espetáculo. Jamais pensei que seria o sucesso que foi. O re­conhecimento do público veio rápido e o da crítica especializada tam­bém. Um dia, um desses críticos me disse que eu deveria mostrar um ou­tro lado meu, um lado mais dramático, mais intenso. Que se eu pro­duzis­se um clássico o público teria a oportunidade de ver uma atriz completa. Nesse meio tempo fil­mei Divã. Continuava, sempre que podia, pensando qual clássico produziria. A primeira cópia do longa ficou pronta e lá fui eu assistir na sala de edição. Quando o filme acabou eu estava aos prantos, assim como todos que assistiram. É um filme simples, contando a vida de uma mulher comum e feliz. O drama e a co­média andam juntos – tris­tes e felizes – e, num só dia, pas­samos por tantos sentimentos que fica di­fícil qualificar a di­men­são. Estou muito feliz com o Divã, mas nada im­pede que ama­nhã me chamem pra fazer um filme que eu fique com a ca­beça en­terrada na areia, feliz da vida também. A gente escolhe, a vida te leva, e os conselhos a gente esquece.

Fonte: TPM

 
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