quinta-feira, 23 de abril de 2009

Curvas perigosas


Em tempos de mulheres avantajadas, ressaltar as curvas do corpo virou moda. Nem é preciso dizer o quanto de exagero existe para alcançar medidas extraordinárias de seios e bumbum. Mas, depois das megapróteses, a nova onda é afinar a cintura a qualquer custo.

É verdade que a parte mais estreita do corpo da mulher, que dá forma ao famoso pilão ou violão, é muito bonita por si só e ainda ressalta os quadris e o busto. Só que buscar medidas inatingíveis através da retirada de costelas pode custar muito caro a saúde.

O cirurgião plástico, Ubirajara Martinelli, adverte que remover os ossos dessa região deixa desprotegida uma parte vital do corpo. “Os rins e o baço costumam ser os órgãos mais atingidos em acidentes, exatamente porque ficam na parte final da proteção das costelas, se ainda forem retiradas as últimas costelas esses órgãos ficam totalmente expostos”, alerta o médico.

Doutor Ubirajara lembra que existe um limite entre o normal e o anormal no que diz respeito a estética. Para ele, esse tipo de cirurgia tem a ver com o exagero e vai contra a natureza. “Existem pessoas que nascem com cintura e outras que nascem sem, devido a acúmulo de gordura na região. Essa gordura pode ser removida com lipoaspiração e, mesmo assim, existe uma limitação. Apenas 5% do peso corporal pode ser removido numa lipo. Se passar disso, já está infringindo a lei. Agora qual o limite para tamanho de próteses e cintura?”, questiona.

De acordo com o médico, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica orienta os cirurgiões a não realizarem intervenções como essas. “Fabricar cintura é uma não aceitação do corpo. Sou radicalmente contra este tipo de cirurgia. Retirar costelas é o absurdo dos absurdos, é uma aberração”, sentecia o cirurgião.

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